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in english Página Oficial de Mário David Deputado ao Parlamento Europeu. Vice Presidente do Partido Popular Europeu

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11 Julho 2011

Síria: A Comunidade Internacional não pode ter dois pesos e duas medidas -Mário David MPE em Estrasburgo

No passado dia 6 de Julho o Eurodeputado Mário David interveio em sede de Plenário no Parlamento Europeu em Estrasburgo, no debate sobre "O Mundo Árabe, o Norte de África, a Síria e o Iémen" e no seguimento da declaração efectuada pela Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança e Vice-Presidente da Comissão, Baronesa Catherine Ashton sobre a mesma matéria. Durante a sua intervenção, o Deputado Mário David, que também é Presidente Delegação do PE para as relações com os países do Maxereque teve oportunidade de falar sobre o momento político actual na Síria, Egipto, Líbano e Jordânia, (os países do Maxereque para o Parlamento Europeu) sublinhando que "a comunidade internacional não pode ter dois pesos e duas medidas" relativamente à Síria e ainda o seu desejo de "um maior envolvimento da União Europeia" no processo de Paz no Médio Oriente. Fica aqui disponível a intervenção do Deputado Mário David (na íntegra) efectuada durante o debate:

Mário David (PPE) Senhor Presidente, enquanto Presidente da Delegação do Maxereque, gostaria de deixar uma frase sobre cada um dos "meus" (entre aspas obviamente), quatro países.

Começando pela Síria, e reiterando o que alguns colegas já disseram, é de lamentar que a comunidade internacional pareça, aos olhos da opinião pública, ter dois pesos e duas medidas.

É preciso denunciar, se necessário, os países que, no Conselho de Segurança (e estou-me a referir, obviamente, à Rússia e à China, além do Brasil, mas com direito de veto), têm impedido que a comunidade internacional possa assumir uma posição mais consentânea com aquilo que devem ser os valores que partilhamos.

Relativamente ao Egipto, julgo que há uma necessidade premente de sensibilizar as autoridades egípcias para o adiamento das eleições, tal como se fez, já, na Tunísia.

Quanto ao Líbano, é preciso, julgo eu, que saia deste debate uma mensagem muito clara para o novo governo libanês. Para que tenham consciência de que vão ser julgados, em função da actuação que tiverem relativamente às acusações formuladas pelo Tribunal Especial para o Líbano.

Sobre a Jordânia, é o exemplo de que uma transição pacífica é possível, e há talvez apenas a necessidade, nesta fase, de sensibilizar e encorajar as autoridades para um acelerar do processo de reformas.

Não podemos esquecer, obviamente, num debate deste género, o Processo de Paz no Médio Oriente, além de reiterar a nossa esperança de que a reunião do quarteto da próxima segunda-feira, possa efectivamente ser produtiva e reafirmar que esta casa gostaria, seguramente, de ver um muito maior envolvimento da União Europeia em todo este processo.

Não tenho dúvidas de que haverá uma nova ronda de negociações antes da Assembleia-Geral das Nações Unidas em Setembro. Espero, contudo, que essa ronda de negociações seja produtiva e seja feita de boa fé.

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