O envolvimento do Parlamento Europeu

O Parlamento Europeu tem acompanhado bastante de perto o evoluir da situação política e social na Bacia do mediterrâneo e no Médio Oriente como um todo.

Enquanto Presidente da Delegação do Parlamento Europeu para as Relações com os Países do Maxereque (Egipto, Líbano, Jordânia e Síria) (Delegação DMAS) e membro da Assembleia Parlamentar da União para o Mediterrâneo (AP UpM) tenho pessoalmente acompanhado, praticamente diariamente, o evoluir da situação.
Desde logo pelos 3 relatórios que tive/tenho em mãos enquanto relator: O relatório sobre o Futuro da Politica Europeia de Vizinhança-Sul (será aprovado no próximo Plenário); o Relatório de Parecer sobre as Relações com os Países de Cooperação do Golfo (Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar e Omã) (aprovado no passado dia 24) e o relatório sobre o processo de Paz no Médio Oriente- a Iniciativa de Paz Árabe (que será discutido e aprovado na próxima Sessão Plenária da AP UpM).
Mas também pela participação em inúmeras reuniões, entrevistas, debates, Palestras, Seminários e visitas aqui em Bruxelas, em Estrasburgo ou nos países do Mediterrâneo, das quais destaco as recentes idas ao Egipto, ao Líbano, a Israel e à Cisjordânia na Palestina, a Roma e à Síria e Jordânia no ano passado. [NOTA: poderá encontrar mais informação sobre estes factos nos meus canais youtube, flickr, facebook e aqui no website nas secções de noticias e newsletter].
Têm sido dias e semanas bastante desafiantes, em que o devir constante na região e em diversos países em simultâneo, colocam à prova a capacidade prospectiva da União Europeia por um lado e a necessidade de uma acção imediata por outro, de forma a proteger as populações e os seus interesses, bem como as suas necessidades imediatas e futuras.
Em contraponto a uma primeira reacção tímida e algo descoordenada, julgo que a União Europeia tem agora cumprido o seu papel duma forma mais eficaz, embora não se compreenda muito bem o porquê de certas declarações "desgarradas" de uma estratégia comunitária comum, por parte de diversos Chefes de Estado e de Governo e muito menos o porquê do Tratado de Lisboa oferecer à União novas competências e meios na área das Relações Externas e continuarmos a ter Paris, Londres, Berlim ou Roma, só para dar alguns exemplos, a produzir declarações isoladas ou em conjunto em nome somente dos seus Governos....
Bem, mas como afirmou Robert Schuman em 1950, na sua célebre declaração: "L'Europe ne se fera pas d'un coup, ni dans une construction d'ensemble: elle se fera par des réalisations concrètes créant d'abord une solidarité de fait".
Por agora, prossigamos então, o caminho da "solidariedade de facto", assente em "realizações concretas", o que certamente levará tempo e exigirá uma nova postura e bastante perseverança, mas que fará desta Europa e deste mundo, seja em África ou na Ásia, um melhor lugar para viver, em Paz, Felicidade e com Prosperidade.











