
O Deputado Europeu do PSD e Vice-Presidente do PPE Mário David, questionou hoje a Comissão Europeia sobre a Dívida Pública portuguesa e mais concretamente sobre o diferencial de remuneração da dívida pública colocada nos mercados internacionais e aquela que é colocada sobre a forma de certificados de aforro.

Mário David considera que "Portugal está a pagar [um elevado custo] em juros sobre a sua dívida", pelo que questiona a Comissão Europeia no sentido de saber se "o Governo Português [não] deveria melhorar as condições que oferece aos cidadãos nacionais que compram dívida pública da República por via de Certificados de Aforro?".
Esta questão é tão mais pertinente para Mário David, que o Eurodeputado português afirma na explanação de motivos da pergunta que considera " escandaloso que o Governo Português privilegie pagar juros muito mais altos a entidades estrangeiras do que aqueles que oferece aos cidadãos nacionais, para mais quando esta forma de poupança é um dos instrumentos mais utilizados pelas classes mais carenciadas! Não! De forma ultrajante, traduzindo uma insensibilidade social incompreensível e inaceitável, o Governo Português prefere pagar mais às instituições financeiras que operam nos mercados internacionais, fomentando mesmo a fuga de capitais nacionais que assim podem ter maior remuneração no estrangeiro à custa da dívida da República! O Estado Português remunera os Certificados de Aforro a 0,797%, a União Europeia cobra à volta de 5% pelo empréstimo do seu Fundo de Emergência e são conhecidos os spreads que têm sido impostos a Portugal nos leilões internacionais! Um diferencial de quase 400 pontos! Daí em Portugal o peso da poupança das famílias no PIB ser apenas de 4,6%, dos mais baixos da Europa!"
Considera ainda o Vice Presidente do PPE que "esta seria uma opção menos onerosa de contratação da dívida, melhoraria substancialmente as condições de vida dos cidadãos nacionais, diminuiria a sempre crescente exposição em termos de dívida externa melhorando os rácios de poupança nacional, um aspecto essencial para o desenvolvimento de Portugal em todas as circunstâncias mas muito principalmente agora!"
Aguarda-se agora a resposta da Comissão durante as próximas 6 semanas.











