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in english Página Oficial de Mário David Deputado ao Parlamento Europeu. Vice Presidente do Partido Popular Europeu

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16 Dezembro 2009

Mário David reúne com laureados do Prémio Shakarov 2009

O Deputado Europeu e Vice-Presidente do PPE, Mário David reuniu com os representantes da Associação "Memorial", laureada com o Prémio Sakharov 2009 para a Liberdade de Pensamento. Na reunião estiveram presentes Oleg Orlov, Sergei Kovalev e Lyudmila Alexeyeva, em representação da Memorial e de todos os outros defensores dos Direitos Humanos na Rússia. Os representantes da Memorial salientaram que "se encontram empenhados em desenvolver a Sociedade Civil e na promoção dos Direitos Humanos, desde a sua fundação há 20 anos". Afirmaram ainda que, ontem como hoje, continuarão a lutar pelos ideais de "Paz e Liberdade para todos no planeta".

Da parte do PPE, ouviram palavras de disponibilidade e de estímulo para a sua causa de Defesa dos Direitos Humanos. Mário David referiu que "a consolidação de um Sistema Democrático e o consequente respeito pelos Direitos Humanos na Rússia são a única garantia de Paz e estabilidade no Continente Europeu".

Pelo vigésimo primeiro ano consecutivo, o Parlamento presta homenagem às pessoas e organizações que lutam pelos Direitos Humanos e as liberdades fundamentais no Mundo através do Prémio Sakharov.

Concedido pelo Parlamento Europeu desde 1988, o Prémio Sakharov é atribuído a pessoas ou organizações que lutam pelo Direito da liberdade de pensamento, o direito a ter convicções e de as exprimir.

Estes Direitos são o próprio fundamento das nossas liberdades individuais e colectivas. Quando se torna perigoso pensar de forma contrária ao poder instituído, a democracia não pode existir. Quando podemos morrer ou ser presos por exprimirmos a nossa oposição ao regime, é porque a ditadura ganhou.

O Prémio Sakharov simboliza o apoio do Parlamento Europeu àqueles que arriscam as suas vidas e a sua liberdade recusando-se a ficar no silêncio. É um dos instrumentos usados pela diplomacia parlamentar europeia para promover a democracia no mundo.

Este reconhecimento fornece força e protecção adicionais aos laureados do Prémio Sakharov. Dá-lhes uma voz e amplifica-a, ano após ano, enquanto a sua luta durar.

A edição de 2009 do Prémio Sakharov tem um significado particular, por duas razões: há 20 anos, Andrei Sakharov morria no exacto momento em que a Europa inteira iniciava a viagem para a mudança democrática que entretanto ocorreu.

Fundada há exactamente 20 anos atrás, a jovem Associação Russa Memorial, cujo primeiro presidente foi o próprio Andreï Sakharov, e os seus três activistas, Oleg Orlov, Sergeï Kovalev e Lyudmila Alexeïeva, estão entre os principais promotores dos direitos fundamentais nos Estados pós-soviéticos.

Esta Organização Não Governamental (ONG) começou por ser uma guardiã da memória das vítimas das repressões estalinistas. Gradualmente, foi evoluindo, tornando-se numa defensora dos direitos cívicos. Actualmente, a Memorial é a única organização a denunciar os actos de extorsão praticados no norte do Cáucaso russo, nomeadamente durante as duas guerras da Chechénia. A Memorial foi marcada pelo assassinato no passado dia 15 de Julho, de Natalia Estemirova, a sua representante em Grozny, enquanto investigava raptos e execuções sumárias.

Seis meses antes, em Dezembro de 2008, os escritórios da Memorial tinham sido alvo de uma busca pela polícia, que confiscou 20 anos de investigação documentada sobre as purgas estalinistas.

Oleg Orlov, actual Presidente da Memorial, foi condenado no dia 6 de Outubro por difamação depois de ter acusado o Presidente checheno, Ramzan Kadyrov, de ter encomendado a morte de Natalia Estemirova. Em Novembro de 2007, foi raptado em Ingouchie juntamente com três jornalistas, e libertado depois de ter sido espancado e ameaçado de morte.

Co-fundador da Memorial, Sergei Kovalev criou a primeira associação de defesa dos direitos humanos na União Soviética, em 1969. Tendo denunciado as tendências autoritárias dos regimes de Boris Eltsine e de Vladimir Putin, demitiu-se em 1996 do seu cargo de director da comissão presidencial dos direitos humanos. Depois dos atentados de 1999 em Moscovo, estabeleceu uma comissão de inquérito pública em 2002. Os seus trabalhos foram contudo grandemente dificultados pela perseguição, incluindo assassinatos, de alguns dos seus membros.

Jornalista de formação, Lyudmila Alexeyeva fundou em 1976, juntamente com Andreï Sakharov, o grupo Moscovo-Helsínquia, responsável por verificar que a União Soviética cumpria na totalidade com a Acta Final de Helsínquia. Desde os anos 60 que ela se insurge contra as acções arbitrárias, lutando em prol de julgamentos justos para os dissidentes, assim como por uma maior liberdade de expressão para a comunicação social.

Ao atribuir o Prémio Sakharov 2009 à associação Memorial e aos seus representantes, cujo primeiro objectivo (tal como definido pelos próprios) é «procurar um caminho no passado para assegurar o futuro», o Parlamento Europeu espera, tal como declarou o seu Presidente Jerzy Buzek, contribuir para o fim do medo e da violência contra os defensores dos Direitos Humanos na Rússia e nos países pós-soviéticos.

Para saber mais o Prémio sakharov consulte: www.europarl.europa.eu/sakharov

 

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